
A comemoração foi grande e cheia de lágrimas. Não à toa. Jade Barbosa, aos 32 anos, voltou ao pódio de um Mundial depois de 13 anos para receber sua terceira medalha – já tinha dois bronzes. Rebeca chegou a cinco medalhas em Mundiais – também tem duas olímpicas. Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Júlia Soares e a reserva Carolyne Pedro subiram pela primeira vez no pódio de uma grande competição da ginástica.
– É o trabalho de muitas pessoas. Uma lista gigante. Hoje firmamos a escola de ginástica do Brasil. Fizemos incríveis escolhas. Estamos tão felizes. Mostramos que nosso trabalho está no caminho certo. A gente imaginava terceiro, que podíamos, mas a segunda posição é muito melhor – disse Jade Barbosa.
O Brasil somou 165,530 pontos nesta quarta-feira, superando em mais de um ponto a marca da classificatória (164,297) mesmo sem ter nota de descarte na final e contando com uma queda na trave. Assim subiu duas posições no ranking, incomodando inclusive as americanas, campeãs com 167,729 pontos graças a uma grande noite de Simone Biles. A França fez uma decisão sem grandes erros para chegar ao pódio com 164,064 pontos.
O Brasil ainda pode conquistar até mais oito medalhas no Mundial da Antuérpia. Nesta quinta-feira, às 14h30 (de Brasília), Diogo Soares disputa a final do individual geral masculino. Na sexta-feira, também às 14h30, Rebeca e Flávia estão na decisão do individual geral. No sábado, Rebeca está na final do salto, aparelho em que é a atual campeã olímpica. No domingo, Rebeca está na decisão da trave e do solo. Flavinha também está na final do solo. Arthur Nory fecha o Mundial na decisão da barra fixa.