Técnico da Seleção Brasileira, Fernando Diniz concedeu coletiva na quarta-feira (15/11), às vésperas do jogo contra a Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa. O treinador tirou o peso da busca por um novo protagonista durante ausência de Neymar e justificou a convocação do lesionado Gabriel Jesus.
– É uma geração extremamente talentosa, que surgiu há mais ou menos dois anos, que muitos podem assumir esse protagonismo, mas é importante que a gente não coloque peso. Ninguém precisa assumir protagonismo. Tem que se sentir leve para fazer o seu melhor. Jogadores se destacando nos melhores clubes do mundo… Raphinha no Barcelona, Vini e Rodrygo no Real, Martinelli e Jesus no Arsenal… Isso vai acontecer de maneira natural, mas acho que eles não têm que se preocupar em assumir papel do Neymar, mas tem que jogar descontraídos, sendo eles mesmos, para deixar o jogo fluir e acontecer de maneira natural.
Gabriel Jesus:
– Não surpreendeu nada, a gente respeita as pessoas que estão com ele. O Gabriel não é preocupação nesse sentido. A gente trouxe com alguns motivos, mesmo fazendo uma partida baixa no Uruguai, conseguiu ser positivo, jogar bem, criar oportunidades individuais. Ele estando aqui, ele não está na orelhada, ele está se sentindo bem. Quando eu conversei, tinham 10 dias para o primeiro jogo e 15 para o segundo. A gente achou interessante arriscar trazer, ele está em boas condições, a gente está com muito cuidado. Se ele estiver em condição, vai estar à disposição contra a Argentina, mas se não estiver, ele foi importante aqui e voltará melhor para o arsenal.
Veja outras respostas:
Endrick:
– Já tinha conversado com Endrick na chegada, é um jogador muito especial. Qualidade que ele tem de conseguir produzir o que ele já produz, abre uma análise pra gente projetar um futuro de uma maneira muito brilhante. Ele vem por mérito e por conta do potencial.
– Acho que posso contribuir o máximo que eu puder, mas com a limitações e tempo. São 24 jogadores para receber atenção. Acho que ele está sendo muito bem nutrido de boas informações do Palmeiras com Abel, com o staff. Ele vive um grande momento, por conta disso ele veio para a Seleção, e o que eu puder contribuir, eu vou. Têm muitas coisas. Não tem que ser pressionado. Expectativa se cria, ele tem 17 anos, mas ele tem potencial, pode se tornar um jogador lendário. Só o tempo pode confirmar, mas embora esteja na nossa perspectiva, a gente tem que deixar ele leve. A melhor maneira dele produzir e atingir, é dar segurança para que ele seja ela mesmo. Tem que tirar um pouco essa carga. Se eu fosse escolher o que passar para ele, é só ser ele mesmo. Um jovem de 17 anos, talentoso e que adora jogar futebol.
Expectativa para jogo contra a Colômbia e primeiros treinos
– Colômbia: um time que nos últimos 20/30 anos ganhou muita projeção no cenário mundial, se tornou um dos rivais mais difíceis da América do Sul, um time bem treinado, tem pontuado bem nas Eliminatórias, tem jogado com muita competitividade. Barranquilla é difícil, é muito calor, tem o apoio massivo da torcida. São bons jogadores, sabemos da dificuldade e a equipe está muito bem preparada. Está sendo ótima, todos entenderam o que a gente quer. É a terceira convocação, vão acumulando conhecimentos táticos que a gente pretende passar. As conexões humanas ficam com cada vez mais profundidade, e a gente espera nos dois próximos jogos elevar o nível e fazer bons jogos.
Jogar no Maracanã
– Vai ser muito bom estar no Maracanã, para mim se tornou casa no último ano e meio. Alegria muito grande, jogadores gostam muito de jogar em um palco do futebol mundial.
Endrick, Vini Jr e Rodrygo – o que acha da expectativa com a geração nova?
– Acho que é natural o interesse do público, são três jogadores que vão jogar juntos daqui um tempo no Real Madrid, isso é motivo de interesse. Mas, o Rodrygo e o Vini Jr já são jogadores dentro da Seleção, e o Endrick sendo acolhido, e acredito que vai ter um futuro longo aqui dentro.