O Atlético-MG conseguiu uma importante vitória diante do Palmeiras, no Allianz Parque, na quinta-feira (19/10). Com gols de Hulk e Paulinho, o time mineiro se impôs, quebrou uma escrita de sete anos sem vencer no estádio e se aproximou da meta traçada para o restante da temporada, que é a vaga na Conmebol Libertadores 2024.
Um facilitador foi o gol do Galo no minuto inicial. Hulk marcou com um chute forte de fora da área no canto do goleiro Weverton. O cenário de sair na frente do placar ditou todo o primeiro tempo. O Atlético teve chance de ampliar, com Hulk, de falta, e Alan Franco, em chute que parou no travessão.
Com muitas mudanças na equipe, por conta dos desfalques, o meio campo do Galo funcionou. Felipão não tinha Battaglia e Pedrinho, titulares no esquema dele. Optou por Alan Franco e Igor Gomes. Uma mudança também no ataque. Tirou Pavón e colocou Zaracho. O treinador revelou na coletiva que Pavón vem sentindo dores no púbis.
Na segunda etapa, Felipão baixou as linhas e optou por aproveitar chances no contra-ataque. Deu certo. O segundo gol do time saiu justamente de uma roubada de bola na defesa alvinegra. Saravia se antecipou e fez um lindo lançamento para Paulinho. O camisa 10 saiu cara a cara com Weverton e selou a vitória.
Quis o destino que, no jogo 50 com a camisa do Galo, Paulinho tivesse novamente oportunidade diante de Weverton, no Allianz. No jogo da eliminação da Libertadores, neste ano, desperdiçou e saiu chorando de campo. Na noite dessa quarta, foi a vez do filho de Oxóssi acertar a flechada.
A vitória fez o time colar no G-4. Com 43 pontos, o Atlético ocupa agora a sétima posição, com um ponto a menos que o Grêmio, quarto colocado. Poderia estar melhor se não fosse a derrota improvável para o então lanterna, Coritiba, na rodada passada.
Depois daquele “banho de água gelada” na derrota para o Coxa, um respiro aliviado e moral elevada antes do clássico com o Cruzeiro, no domingo, na Arena MRV. O Galo encontra um rival fragilizado, que beira a zona de rebaixamento e pressionado. Para alívio do torcedor, com 20 jogos no comando o Atlético, o trabalho de Felipão vive sua melhor fase à frente do time mineiro.